No xadrez, cada peça vale aproximadamente um valor em pontos que ajuda você a avaliar trocas: peão vale 1, cavalo vale 3, bispo vale 3, torre vale 5 e dama vale 9. O rei não tem número — perdê-lo encerra a partida, então ele é, na prática, inestimável. Esses valores não são regras oficiais; são um guia confiável que mostra, num relance, se uma troca é um bom negócio.
Vamos detalhar os números, por que eles são assim e as situações em que essas “regras” se dobram.
A cola de pontos
- Peão = 1
- Cavalo = 3
- Bispo = 3
- Torre = 5
- Dama = 9
- Rei = inestimável (a partida acaba se ele for perdido)
Quantos pontos vale cada peça de xadrez?
Aqui está a tabela padrão que todo jogador de xadrez carrega na cabeça:
| Peça | Pontos | Razão rápida |
|---|---|---|
| Peão | 1 | A unidade básica; lento, mas os pontos se acumulam |
| Cavalo | 3 | Pula por cima das peças; adora o centro |
| Bispo | 3 | Alcance longo nas diagonais |
| Torre | 5 | Domina colunas e fileiras abertas |
| Dama | 9 | A peça mais poderosa do tabuleiro |
| Rei | — | Sem valor; a partida acaba se ele cair |
Somando tudo, cada lado começa com 39 pontos de material (oito peões + dois treses + dois treses + dois cincos + um nove). Quando você troca peças, está basicamente comparando esses números para garantir que sai na frente — ou pelo menos no zero a zero.
Alguns agrupamentos úteis para decorar: uma torre e um cavalo juntos (8) valem um pouco menos que uma dama (9), enquanto duas torres (10) superam uma dama. E uma torre (5) vale um pouco mais que uma peça menor mais um peão (3 + 1 = 4) — essa diferença de dois pontos entre torre e peça menor é tão comum em partidas reais que tem nome próprio: “a qualidade”. Ganhar uma torre por um bispo ou cavalo se chama ganhar a qualidade; entregar uma é perder a qualidade.
Por que a dama vale tanto mais?
Os valores vêm direto de como as peças se movem — quanto mais casas uma peça alcança e quanto mais flexível é o seu deslocamento, mais ela vale.
A dama combina uma torre e um bispo, então voa por colunas, fileiras e diagonais. Do centro de um tabuleiro aberto, ela pode atacar uma faixa enorme de casas de uma vez só — por isso ela é a joia da coroa, com 9 pontos.
Uma torre (5) domina colunas e fileiras inteiras, mas fica presa a movimentos em linha reta. Bispos e cavalos (3 cada) são suas “peças menores” cavalo-de-batalha, alcançando menos casas que uma torre, mas bem mais que um peão. E o humilde peão (1) avança uma casa por vez — mas os peões são a alma do jogo, já que chegar ao lado oposto promove um peão a dama (mais sobre isso em promoção do peão).
Se você quiser o panorama completo de como o alcance se traduz em valor, estude como as peças se movem.

O bispo é melhor que o cavalo?
Os dois valem 3, mas têm personalidades totalmente diferentes — e esse é um dos grandes debates do xadrez.
- Um bispo desliza por diagonais longas e brilha em tabuleiros abertos, onde suas linhas não estão bloqueadas. Dois bispos trabalhando juntos (o “par de bispos”) são tão fortes que muitos jogadores os avaliam informalmente em cerca de 3,25 cada.
- Um cavalo é a única peça que pula por cima das outras, então prospera em posições fechadas e apertadas, onde os bispos ficam travados. Um cavalo bem plantado no centro é um monstro.
A resposta curta: nenhum é estritamente melhor. Depende da posição. Tabuleiro aberto, com diagonais longas e livres? Aposte no bispo. Posição travada, cheia de peões emperrando tudo? A capacidade de saltar do cavalo vence.
Como usar o valor das peças para avaliar uma troca?
Aqui está o proveito prático. Antes de trocar peças, faça uma conta mental rápida:
- Troque igual por igual. Cavalo por bispo (3 por 3)? Tranquilo. Torre por torre (5 por 5)? Tranquilo.
- Ganhe material quando puder. Entregar um bispo (3) para ganhar uma torre (5) é “ganhar a qualidade” — um lucro de +2 e um ótimo negócio.
- Não perca material à toa. Entregar sua dama (9) por um cavalo (3) é uma catástrofe de 6 pontos, a menos que isso leve direto ao xeque-mate.
A regra geral: três peças menores (3+3+3 = 9) equivalem, mais ou menos, a uma dama, e duas torres (5+5 = 10) valem um pouco mais que uma dama. Uma torre mais um peão (6) costuma valer cerca de duas peças menores (6). Essas aproximações ajudam você a decidir se uma sequência de trocas deixa você em vantagem.
Mas cuidado com uma ressalva enorme: material não é tudo. Se sacrificar sua dama força o xeque-mate, aquela “perda de 9 pontos” acabou de ganhar a partida para você. Os pontos servem ao objetivo — eles não são o objetivo.
Por que esses valores importam tanto para iniciantes?
Porque a maioria das partidas de iniciante é decidida por quem perdeu mais material por descuido, simples assim. Não por estratégia profunda — mas por alguém deixar uma torre pendurada ou trocar a dama por um cavalo sem querer.
Internalizar esses números cria um alarme interno. No momento em que você está prestes a trocar, uma vozinha avisa: “espera aí, isso é 9 pontos por 3 — não faça isso.” Esse único hábito vai ganhar mais partidas para você do que qualquer abertura que você decore. A consciência material é a base sobre a qual tudo mais se constrói, bem ao lado da segurança do rei.
Existe um segundo hábito que combina com esse: antes de cada lance, dê uma olhada geral e pergunte “alguma das minhas peças está pendurada?” — ou seja, atacada e sem defesa. Um cavalo ou torre de graça entregue ao adversário apaga horas de jogo cuidadoso num único lance descuidado. Contar pontos só é útil se você também perceber quais peças estão em perigo no momento. Depois que você troca até sobrarem poucas peças, esses valores importam ainda mais, porque no final de jogo um único peão a mais pode decidir a partida inteira.
Um pouco de história curiosa 🧮
As pessoas tentam colocar números nas peças de xadrez há séculos. Uma versão inicial da escala moderna 1-3-3-5-9 aparece em textos de xadrez dos anos 1700 e 1800, e os jogadores discutem os números exatos desde então. Alguns sistemas colocam o bispo um pouquinho acima do cavalo; o famoso campeão Emanuel Lasker mexeu nos números; os motores de xadrez modernos, processando milhões de partidas, confirmam de forma geral os valores clássicos, mas acrescentam nuances (como esse bônus do par de bispos). A conclusão: 1-3-3-5-9 sobreviveu a mais de 200 anos de escrutínio porque simplesmente funciona.
Erros comuns com o valor das peças
- Tratar os valores como lei absoluta. São diretrizes. Uma troca “ruim” pode ser genial se vencer a partida.
- Ignorar o par de bispos. Dois bispos valem mais que a soma das partes — não troque um por impulso.
- Esquecer a atividade da peça. Uma dama presa pode valer menos que uma torre ativa. Onde uma peça está importa tanto quanto o que ela é.
- Contar pontos e não ver o xeque-mate. Material não vale nada se o seu rei leva mate. Sempre verifique a segurança primeiro.
- Ser sovina com material. Às vezes entregar material por um ataque poderoso é a decisão certa. Não seja mão fechada.
Principais pontos
- Valores padrão: peão 1, cavalo 3, bispo 3, torre 5, dama 9; o rei é inestimável.
- Cada lado começa com 39 pontos de material.
- A dama é a mais valiosa porque tem o maior alcance; os valores vêm da mobilidade.
- Bispo vs. cavalo é empate no papel — a posição decide; o par de bispos rende um pequeno bônus.
- Use os números para avaliar trocas, mas lembre-se: xeque-mate vence material sempre.
Continue subindo
Agora que você já sabe valorizar as peças, aprenda exatamente o que cada uma faz.
➡️ A seguir: Como as peças se movem · depois conecte os pontos com as regras do xadrez e o objetivo supremo, o xeque-mate.
Escrito e verificado pela Equipe Editorial da Chess Lab Academy (com apoio de IA, editado por humanos) · Valores conferidos com a literatura de xadrez publicada e análise de motor (Stockfish 17); regras conforme as Leis do Xadrez da FIDE · Última verificação em 2026-07-16 · Fontes · Como verificamos o conteúdo.