A história de rating de Dmitry Andreikin não é uma montanha-russa de colapsos dramáticos e retornos triunfais — é a trajetória constante de um jovem talentoso que cresceu até se tornar um jogador clássico do top 20 mundial e simplesmente permaneceu na elite por bem mais de uma década. Aqui está essa trajetória, em bom português.
Uma nota rápida e honesta sobre ratings: o número ao vivo de um jogador muda semana a semana, então focamos em marcos estáveis — o pico dele, quando o atingiu, e os grandes momentos — em vez de um número que já fica desatualizado no momento em que você lê.
O prodígio de Riazan (1999–2007)
A ascensão de Andreikin começou cedo. Nascido em Riazan em 1990, ele venceu o Campeonato Mundial Juvenil Sub-10 em 1999 — um sinal precoce e nítido de potencial de elite. Continuou progredindo nas categorias de base nos anos seguintes e completou os requisitos para o título de grande mestre em 2007, aos 17 anos. Virar GM ainda adolescente é um forte indício de que um jogador tem um futuro genuíno no topo, e Andreikin estava exatamente dentro do cronograma.
Campeão mundial juvenil e depois o salto para a elite (2010–2012)
Em 2010, Andreikin coroou sua carreira juvenil com estilo ao vencer o Campeonato Mundial Juvenil de Xadrez em Chotowa, Polônia. Esse título é uma tradicional rampa de lançamento — muitos futuros jogadores de elite o têm no currículo — e Andreikin o usou exatamente assim.
Nos dois anos seguintes, cruzou a barreira informal dos 2700 pontos (“super-grande-mestre”) e se estabeleceu entre os jogadores mais fortes do mundo. O selo de chegada veio em 2012, quando venceu o Campeonato Russo — um dos títulos nacionais mais profundos e competitivos de todo o xadrez. Vencê-lo significa superar um grupo repleto de grandes mestres de nível mundial, e confirmou que Andreikin pertencia a essa companhia.

O ano de consagração: 2013
2013 foi o ano em que tudo se encaixou. Primeiro, no elitizado Torneio Tal Memorial, ele entrou como o jogador de menor rating do grupo e terminou invicto, batendo o ex-Campeão Mundial Vladimir Kramnik pelo caminho. Depois veio a grande manchete: uma campanha impressionante até a final da Copa do Mundo de Xadrez, onde levou Kramnik a um match de quatro partidas antes de perder por 1½–2½.
Chegar àquela final fez mais do que impulsionar seu rating — classificou-o para o Torneio de Candidatos de 2014, colocando-o a um grande passo de um match de Campeonato Mundial. Contamos essa história completa em suas melhores partidas.
Os anos de pico (2014–2016)
Em meados dos anos 2010 esteve o auge da carreira clássica de Andreikin. Em 2014 ele disputou o Torneio de Candidatos, mantendo-se à altura dos melhores do mundo com uma pontuação equilibrada, e depois venceu a etapa de Tashkent do Grand Prix da FIDE com uma monstruosa performance de 2852 pontos, terminando à frente de nomes como Nakamura, Mamedyarov e Caruana.
Essa sequência levou seu rating ao pico clássico de 2743, alcançado em 2016 — confortavelmente dentro do top 20 mundial. No mesmo ano, acrescentou o Campeonato Europeu de Blitz à sua coleção, reforçando que seu verdadeiro superpoder era o xadrez rápido. Esses foram os anos que o consolidaram como membro permanente da elite mundial. Descubra como ele faz isso em seu estilo de jogo.
Permanecendo na elite (a partir de 2018)
Em vez de desaparecer depois do pico, Andreikin continuou vencendo grandes eventos. Em 2018 conquistou seu segundo Campeonato Russo, provando que o título de 2012 não tinha sido acaso. E se tornou um verdadeiro terror no xadrez rápido: no Campeonato Mundial de Blitz de 2019 foi o único jogador a vencer Magnus Carlsen, que disparou na frente e venceu o evento.
Ao longo desse período, permaneceu um dos jogadores de rating mais alto de uma cena xadrezística russa conhecidamente profunda — lado a lado com jogadores como Ian Nepomniachtchi. Em julho de 2026, Andreikin segue como grande mestre ativo dentro do top 30 mundial, mais de quinze anos depois de suas primeiras grandes conquistas.
A trajetória em um relance
- 1999: vence o Campeonato Mundial Juvenil Sub-10.
- 2007: conquista o título de grande mestre aos 17 anos.
- 2010: torna-se Campeão Mundial Juvenil.
- 2012: vence seu primeiro Campeonato Russo; se estabelece na elite mundial.
- 2013: chega à final da Copa do Mundo e fica invicto no Tal Memorial — seu ano de consagração.
- 2014: disputa o Torneio de Candidatos e vence o Grand Prix de Tashkent (performance de 2852).
- 2016: atinge o pico de 2743 e vence o Campeonato Europeu de Blitz.
- 2018: vence seu segundo Campeonato Russo.
- 2019: o único jogador a vencer Carlsen no Campeonato Mundial de Blitz.
- Em julho de 2026: ainda ativo e dentro do top 30 mundial.
O que os números realmente significam
Para jogadores casuais, a lição não está nos dígitos exatos — está na durabilidade. Andreikin chegou ao topo com um estilo prático e intuitivo, em vez de um arsenal de novidades preparadas, e depois permaneceu lá através de rivais que mudavam, teoria que evoluía e a ascensão implacável dos motores de xadrez. Ser um jogador do top 20 uma vez é difícil; ser um pilar fixo da elite por mais de uma década é a verdadeira manchete do seu histórico de rating.
Continue explorando
Coloque os números em contexto com suas melhores partidas, entenda o motor por trás deles em seu estilo de jogo, veja curiosidades e recordes, ou volte ao perfil de Dmitry Andreikin. Curioso para saber como ele se compara à outra grande estrela russa? Conheça Ian Nepomniachtchi.
Escrito e verificado pela Equipe Editorial da Chess Lab Academy · Fatos verificados na Wikipédia, no perfil da FIDE e no Chess.com, em julho de 2026 · Status atual marcado como “em julho de 2026” · Última verificação: 2026-07-16 · Como verificamos o conteúdo.