Anish Giri passou a maior parte da última década estacionado entre os melhores jogadores do mundo. A história de rating dele não é uma montanha-russa de altos e baixos dramáticos — é a subida constante e implacável de um jogador que alcançou um pico muito alto ainda jovem e simplesmente permaneceu na elite. Aqui está a trajetória, em linguagem simples.
Uma nota rápida e honesta sobre ratings: o número ao vivo de um jogador muda semana a semana, então focamos em marcos estáveis — o pico dele, quando o atingiu, e os grandes momentos — em vez de um valor que fica desatualizado assim que você termina de ler.
O grande mestre adolescente (2009)
A ascensão de Giri começou cedo. Em 2009, aos 14 anos (14 anos, 7 meses e alguns dias, para ser exato), ele cumpriu os requisitos para o título de grande mestre — um dos grandes mestres mais jovens do mundo na época. Naquele mesmo ano venceu o primeiro dos cinco Campeonatos dos Países Baixos dele. Virar GM tão jovem é um sinal claro de que um jogador tem potencial de elite, e Giri não perdeu tempo para confirmar isso.
Entrando na elite mundial (início dos anos 2010)
No início dos anos 2010, Giri disparou de “jovem grande mestre muito forte” para o verdadeiro top dez mundial. Ele estourou o marco dos 2700 de rating — o marcador informal de um “supergrande mestre” — ainda adolescente, e continuou subindo. Antes dos 25 anos, já era presença regular nos torneios mais fortes do planeta, preparando o terreno para o ponto mais alto da carreira de rating dele.

O pico de 2798 e o 3º lugar do mundo (2015–2016)
Em 2015, Giri alcançou o rating clássico mais alto da carreira: 2798 — um fio de cabelo abaixo da lendária barreira dos 2800, que só um punhado minúsculo de jogadores na história já cruzou. Essa arrancada o levou até o 3º lugar do mundo no ranking oficial (no início de 2016), colocando-o entre os melhores jogadores vivos.
Entrar para o top três do mundo é uma conquista de elite da elite, e confirmou o que os resultados de adolescente dele já prometiam: Giri não era só uma promessa talentosa, era um jogador genuinamente de calibre de Campeonato Mundial.
Os anos de Candidatos (a partir de 2016)
Os próximos grandes marcos não foram números de rating — foram vagas no Torneio de Candidatos, os torneios que decidem quem desafia pela coroa mundial. Giri se classificou para os Candidatos de 2016, em Moscou, onde produziu um dos resultados mais “à la Giri” imagináveis: empatou as 14 partidas e terminou invicto — inabalável, ainda que famosamente “tablista”, no evento mais forte do ciclo.
Ele voltou para os Candidatos de 2020–2021, em Ecaterimburgo, consolidando o status de presença fixa na conversa sobre o Campeonato Mundial. Durante todo esse período, permaneceu um pilar do top dez, o tipo de jogador que todo rival precisa se preparar para enfrentar e quase ninguém consegue vencer. Descubra como ele faz isso em o estilo de jogo dele.
A virada — e um terceiro Candidatos (2023–2025)
Por um tempo, a história de Giri carregou uma subtrama de “tão perto”: cinco vices no supertorneio de casa dele, muitos resultados de elite, mas nunca o título de destaque. Isso mudou em 2023, quando ele finalmente venceu o Tata Steel Masters em Wijk aan Zee, batendo Magnus Carlsen e Ding Liren no caminho para uma vitória invicta.
Depois, em 2025, venceu o FIDE Grand Swiss em Samarcanda com uma vitória de nervos de aço na última rodada, se classificando para o terceiro Torneio de Candidatos da carreira (2026). Em julho de 2026, ele está se preparando para esse evento — prova de que, anos depois do pico de 2015, permanece firmemente entre a elite mundial. Contamos a história completa dessas campanhas de título em as melhores partidas dele.
A trajetória num único olhar
- 2009: grande mestre aos 14 anos; o primeiro dos cinco Campeonatos dos Países Baixos.
- Início dos anos 2010: estoura os 2700 ainda adolescente e sobe para o top dez mundial.
- 2015: atinge o pico de 2798, bem perto dos 2800.
- Início de 2016: chega ao 3º lugar do mundo.
- 2016 e 2020–2021: disputa os dois primeiros Torneios de Candidatos.
- 2023: finalmente vence o Tata Steel Masters (invicto).
- 2025: vence o FIDE Grand Swiss, se classificando para os Candidatos de 2026 — o terceiro dele.
- Em julho de 2026: ainda entre a elite mundial, se preparando para os Candidatos.
O que os números realmente significam
Para jogadores casuais, a lição não está nos dígitos exatos — está na consistência. A carreira de Giri mostra que chegar ao topo é só metade da batalha; a façanha mais rara é permanecer lá ano após ano, em meio a rivais que mudam, teoria que evolui e a ascensão implacável das engines de xadrez. Ele é um jogador de ponta desde a adolescência, e essa durabilidade é a verdadeira manchete do histórico de rating dele.
Continue explorando
Coloque os números em contexto com as melhores partidas dele, entenda o motor por trás deles em o estilo de jogo dele, explore curiosidades e recordes, ou volte para o perfil de Anish Giri. Curioso para ver como ele se compara a outro obcecado por preparação? Conheça Fabiano Caruana.
Escrito e verificado pela Equipe Editorial da Chess Lab Academy · Fatos verificados com base na Wikipedia, no perfil FIDE dele e no Chess.com, em julho de 2026 · Status atual datado como “em julho de 2026” · Última verificação em 2026-07-16 · Como verificamos o conteúdo.